quarta-feira, 15 de julho de 2009

Eu e minha concha!



É que tem dias em que eu me recolho, me encolho, me ajeito, me encaixo - bem quietinha - na minha concha... E procuro fazer do que tenta, e às vezes consegue, me atrapalhar se transformar em preciosidade.

A maioria desses dias corresponde aos que antecedem os menstruais e aí já viu: tudo ganha proporções maiores do que as da realidade. Então é hora de ruminar, elaborar e transformar em escolhas criativas o que eu farei com tais questões doravante, mas enquanto a onda hormonal não baixar totalmente é melhor eu ficar dentro da concha.

Aos demais habitantes desse mar, um conselho: “Não avancem o sinal vermelho!”, é mais cauteloso esperar o sinal verde a fim de não congestionar o trânsito da relação!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Uma amante...


Amante da vida, da sabedoria,

dos detalhes, da simplicidade,

das relações, do ser humano,

da psicologia, da felicidade,

da esperança, da espiritualidade,

do risco, das agradáveis surpresas,

da autenticidade, da tecnologia,

da profundidade, da delicadeza,

da lealdade, do sentimento,

da sinceridade, da expressão,

da criatividade, da emoção,

do sorriso, das palavras,

dos contrários...

Amante do amor!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Doce Infância


Certo dia, num colóquio com uma pessoa querida, eu confessei:

-“Passei a manhã ouvindo músicas do Balão Mágico e do Trem da Alegria. Até chorei de emoção ao recordar de episódios da minha infância.”

Ela me olhou, com muito carinho, e perguntou:

-“Você está com saudade do tempo em que o balão era sempre mágico e o trem era só da alegria?”

Eu, sem conseguir dizer muita coisa, simplesmente a olhei e sorri confirmando que era verdade. Afinal ela conseguiu decifrar a minha alma naquele momento...

É... E muitas vezes em que me vejo em frente a um desafio me recordo dessa conversa. Rememorar a minha infância, lembrar dos sonhos e pensamentos em que tinha, enquanto criança, me traz uma força que me renova e me enche de esperança nos dias de hoje. Faz-me acreditar que “a carruagem vai seguir viagem e o Trem da Alegria vai pedir passagem...”

sábado, 27 de junho de 2009

Escolho bem viver os meus dias


A finitude da vida me apavora!
E então eu fico perguntando pra quê tanta pressa?
Pra quê tanta violência, tanta arrogância, tanto egoísmo, tanto descuidado
com a própria vida e com a vida do outro?

Já que viver pra sempre não é possível... Escolho bem viver os meus dias!
Bem viver comigo mesma, com os que me são caros e com todo o entorno...
Nem sempre consigo, mas procuro ter sempre em meu coração uma frase de Willian Shakespeare em que diz:
(...) "Por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos."

Hum... Alguns me dizem que isso é muito forte!
É, até concordo, mas não significa que não seja verdade. Então, prefiro manter esse pensamento sempre por perto até mesmo a fim de selar um acordo de paz com essa certeza da vida...

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Um canto

Um canto para chamar de meu!

Pode ser uma oca, uma árvore, um quarto e sala, uma casinha com ou sem varanda, com ou sem escada, um “apê”... Não importa! Contanto que eu possa chamar de meu e só poder entrar quem EU CONVIDAR! Só para os queridos e íntimos...


Um cantinho onde eu deixe a minha arrumação e a minha bagunça do jeito que eu quiser e quando eu quiser... Sem me estressar com nada mais relacionado a isso... Esse meu cantinho ainda é suspiro de um sonho que talvez esteja um pouco distante se comparado com a minha “vontade urgente” de querer ter um... Ele chegará!


Enquanto isso...

Luto para aprender a conviver nessa pequena sociedade chamada lar que nem sempre é doce, mas é meu abrigo! Abrigo no sentindo de acolhida, de proteção... As asas precisam estar rígidas para poder voar além e ser capaz de sustentar aquele canto que será “escolhido” para ser meu e de mais alguém...!